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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Resenha: A menina que não sabia ler

Terminei de ler "A menina que não sabia ler" hoje, confesso que fiquei um pouco confusa assim que terminei, mas depois quando parei pra pensar na história, as coisas começaram a fazer sentido. Um amigo também me explicou algumas coisas. 

O nome do livro e a capa não tem nada a ver com a história em si, o título original é "Florence & Giles" e a capa é muito mais adequada, ela é um pouco mais "sombria", o que se encaixa perfeitamente com a história.

O livro conta a história de dois irmãos (Florence e Giles) que ficaram órfãos muito cedo, caindo nos cuidados negligentes do tio que nunca os viu, deixando-os em uma mansão abandonada longe da cidade sob os cuidados dos criados. Por anos viveram apenas brincando do lado de fora da casa, um com o outro, sem amigos, até que um dia Florence descobre um lugar novo na casa: a biblioteca. O lugar a encanta no primeiro momento e desperta na garota uma enorme vontade de aprender a ler, porém, seu tio é contra a educação das mulheres, obrigando-a a aprender a ler e a escrever sozinha. 



Florence, ao contrário de muitas garotas de sua idade (12 anos) é extremamente inteligente e esperta, desenvolvendo artimanhas incríveis para a sua idade ao longo do livro. É super protetora também e a coisa que mais ama no mundo é o seu irmão, Giles, um garoto super fofo de aproximadamente 8 anos.

O começo do livro é extremamente chato, mostrando apenas a rotina de Flo (Giles é mandado para a escola) e as formas que ela encontrou de esconder seus livros e prever as visitas indesejáveis do seu novo vizinho, Theo Van Hoosier. Minha vontade era abandona-lo toda vez que lia, porém, forcei-me a continuar, valeu a pena pois a partir da segunda parte do livro, a história começa a ficar realmente boa, com mistério e muito suspense.

Depois que Giles sai da escola é que a história começa a se desenvolver rapidamente (e nada cansativa), uma série de acontecimentos levam a sra. Grouse (governanta) a contratar uma nova preceptora, a srta. Taylor. Essa nova personagem deixa claro desde o começo sua antipatia por Flo, que tinha certeza de que a nova preceptora era um ser sobrenatural e maligno que planejava levar seu irmão embora. É nesse momento que começa um verdadeiro suspense psicológico capaz de nos prender da primeira à última folha.

Me enganei completamente a respeito do livro, no começo achei que fosse uma leitura infanto-juvenil normal, mas não, a leitura se torna bem mais pesada. 


Determinada a salvar seu irmão da bruxa, Flo faz coisas que nunca imaginei que faria (no começo do livro ela me pareceu fofa e meiga).

Me surpreendi muito com o livro e ao fecha-lo passei muito tempo pensando no final, por algum motivo não conseguia acreditar no desfecho da história, totalmente imprevisível. Todas as questões levantadas ao longo do livro foram respondidas, exceto uma que o autor deixou no ar, apenas esperando a opinião do leitor: fora tudo imaginação da Florence?

Recomendo o livro e aconselho a não desistirem da leitura chata e cansativa no começo, o final é surpreendente.


Por Larissa Haguio

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